Categoria: Artigos
Data: 10/03/2026

Um relacionamento duradouro e proveitoso é precedido
pelo conhecimento das partes envolvidas. Assim é na vida
conjugal, na construção das amizades e até mesmo no
âmbito profissional: conhecer é indispensável. No
relacionamento do ser humano com Deus, essa
necessidade torna-se ainda mais evidente. Nesse caso, é o
lado humano que precisa ser trabalhado, pois Deus possui
conhecimento pleno a nosso respeito. Nada há em nós que
esteja oculto aos Seus olhos, como declara o salmista no
Salmo 139 (139:15–19).
O Senhor conhece perfeitamente a natureza humana, não
necessitando de qualquer informação adicional, conforme
lemos em Evangelho de João 2:25. Ele conhece também
nossas necessidades e anseios mais profundos. Entretanto,
o conhecimento que parte do ser humano precisa ser
desenvolvido; sem ele, ficamos privados da verdadeira
vida. O profeta Oséias afirmou que o povo estava sendo
destruído por falta de conhecimento (Oséias 4:6).
É importante compreender que esse conhecimento não se
limita à apreensão de conceitos religiosos, à memorização
de versículos bíblicos ou à adesão a postulados
doutrinários. Tais aspectos são relevantes, mas estão longe
de ser suficientes. O verdadeiro conhecimento nasce do
encontro entre conceito e prática, entre doutrina e
piedade, gerando um relacionamento real de comunhão
com Deus
Há momentos em que a leitura das Escrituras e a audição
da pregação não bastam para produzir esse conhecimento
profundo. Em Sua bondade e providência, Deus também
nos ensina por meio das provações. Foi assim com Jó, que
declarou conhecer o Senhor apenas de ouvir falar, mas
que, após atravessar o sofrimento, passou a vê-Lo com os
próprios olhos (Jó 42:1–6).
Quando desenvolvemos o verdadeiro conhecimento de
Deus, as ignorâncias humanas se calam. O homem
abandona suas reivindicações diante do Senhor, cessa suas
justificativas e renuncia à soberba. Surge, então, uma
disposição sincera para ouvir. Tornamo-nos ensináveis,
reconhecemos nossa profunda necessidade de aprender
com Deus e, arrependidos, colocamos diante d’Ele nossos
pecados, buscando uma comunhão mais íntima.
Concluímos com o testemunho de Jó, que expressa a
essência desse conhecimento transformador: antes,
conhecia a Deus apenas de ouvir; agora, porém, seus olhos
O viam — e isso o levou ao arrependimento e à rendição.


Autor: Rev. Edgar Gonçalves das Chagas   |   Visualizações: 16 pessoas
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